{"id":10,"date":"2014-09-23T16:40:41","date_gmt":"2014-09-23T19:40:41","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/?page_id=10"},"modified":"2024-11-19T16:53:23","modified_gmt":"2024-11-19T19:53:23","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>A regi\u00e3o de Jundia\u00ed era habitada por povos ind\u00edgenas at\u00e9 o final do s\u00e9culo 17. Eles se dedicavam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de milho e mandioca.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da cultura ind\u00edgena foi incorporada pelos brancos colonizadores, entre elas a t\u00e9cnica construtiva e a utiliza\u00e7\u00e3o de queimadas na lavoura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Origem do nome<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O nome Jundia\u00ed tem origem tupi e vem da palavra &#8220;jundi\u00e1&#8221;, que significa &#8220;bagre&#8221; e &#8220;y&#8221; significa &#8220;rio&#8221;. Alguns estudiosos tamb\u00e9m consideram o termo &#8220;yundia\u00ed&#8221; como &#8220;alagadi\u00e7os de muita folhagem e galhos secos&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"185\" height=\"91\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/peixe.jpg\" alt=\"O Jundi\u00e1 \u2013 Peixe que deu origem ao nome da Cidade\" class=\"wp-image-74\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Jundi\u00e1 \u2013 Peixe que deu origem ao nome da Cidade<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e9culo 17<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"202\" height=\"135\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo17.jpg\" alt=\"Seculo17\" class=\"wp-image-78\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os primeiros colonizadores chegaram \u00e0 regi\u00e3o em 1615. Apesar das controv\u00e9rsias dos historiadores, a vers\u00e3o mais aceita sobre a funda\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio remete \u00e0 vinda de Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes que, por motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, fugiram de S\u00e3o Paulo e refugiaram-se nos arredores, fundando a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, posteriormente elevada \u00e0 categoria de Vila em 14 de Dezembro de 1656. Os novos colonizadores afugentaram os grupos ind\u00edgenas, que se embrenharam na mata. A origem de Jundia\u00ed est\u00e1 ligada diretamente ao movimento bandeirante, principal respons\u00e1vel pela ocupa\u00e7\u00e3o da antiga Capitania de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e9culo 18<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos 17, 18 e in\u00edcio do 19, a economia da cidade se limitava a pequenas lavouras de subsist\u00eancia, que abasteciam moradores da vila, tropeiros e bandeirantes. Na \u00e9poca, a regi\u00e3o era formada por v\u00e1rias sesmarias pertencentes \u00e0 Capitania de S\u00e3o Vicente, conhecida como &#8220;Port\u00e3o do Sert\u00e3o&#8221;. Era o caminho de muitas entradas e bandeiras. Durante longo per\u00edodo, a escravid\u00e3o ind\u00edgena foi a base da m\u00e3o-de-obra local, embora essa pr\u00e1tica fosse proibida por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, a cidade tinha quatro ruas centrais, chamadas de Rua Direita (atualmente Bar\u00e3o de Jundia\u00ed), Rua do Meio (Rua do Ros\u00e1rio), Rua Nova (Senador Fonseca) e Rua Boa Vista (Zacarias de G\u00f3es). As melhores casas eram de taipa e terra, enquanto os moradores mais humildes usavam o pau a pique, cobertas por sap\u00e9. A insurgente localidade possu\u00eda a Capela de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio (hoje no local est\u00e1 o Gabinete de Leitura Rui Barbosa), o Hosp\u00edcio dos Beneditos e o Mosteiro de S\u00e3o Bento, um dos poucos monumentos sobreviventes. Naquela \u00e9poca, o abastecimento de \u00e1gua era feito de modo rudimentar, por meio de bicas p\u00fablicas. Candeeiros de querosene eram respons\u00e1veis pela ilumina\u00e7\u00e3o. Eles ficavam suspensos nas paredes, acesos no final da tarde e apagados ao raiar do sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos comerciais mais movimentados era o Largo do Rocio, que deu lugar atualmente \u00e0 Pra\u00e7a da Bandeira. Dentre as atividades agr\u00edcolas, a cana-de-a\u00e7\u00facar era o destaque, mas a produ\u00e7\u00e3o era utilizada para a fabrica\u00e7\u00e3o de aguardente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meados do s\u00e9culo 18, o n\u00famero de escravos ind\u00edgenas e de escravos de origem africana j\u00e1 era praticamente o mesmo, mas a partir da segunda metade deste s\u00e9culo, a quantidade de africanos se intensificou, at\u00e9 que a m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena foi totalmente abandonada. \u00c0 medida que o n\u00famero de africanos aumentava, tamb\u00e9m cresciam os focos de resist\u00eancia. H\u00e1 poucos registros hist\u00f3ricos sobre a vida destes trabalhadores. Em 28 de Mar\u00e7o de 1865 Jundia\u00ed foi elevada \u00e0 categoria de cidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e9culo 19<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"141\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo19.jpg\" alt=\"Seculo19\" class=\"wp-image-81\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A partir da segunda metade do s\u00e9culo 19 a produ\u00e7\u00e3o cafeeira ganhou for\u00e7a para o oeste e isso promoveu o crescimento da cidade. Jun com o caf\u00e9 vieram a ferrovia e as ind\u00fastrias. A Ferrovia Santos-Jundia\u00ed foi inaugurada em 1867, \u00e9poca em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do pre\u00e7o do escravo. Neste contexto, os grandes produtores rurais passaram a buscar novos trabalhadores e teve in\u00edcio o amplo processo de imigra\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o direta do Governo Federal. Os primeiros foram os italianos, que se instalaram preferencialmente na regi\u00e3o da Col\u00f4nia, no N\u00facleo Bar\u00e3o de Jundia\u00ed, implementado pelo ent\u00e3o presidente da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, Dr. Ant\u00f4nio de Queiroz Telles (Conde de Parna\u00edba), filho do Bar\u00e3o de Jundia\u00ed. Depois, outros europeus foram instalados no com\u00e9rcio e na lavoura e alguns passaram rapidamente de colonos a propriet\u00e1rios, incrementando a atividade agr\u00edcola. A imigra\u00e7\u00e3o estimulou o crescimento comercial e industrial e, ainda, do segmento de servi\u00e7os e infra-estrutura urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, Jundia\u00ed ia se destacava como uma cidade estrat\u00e9gica no setor ferrovi\u00e1rio, com a instala\u00e7\u00e3o da Ferrovia Santos-Jundia\u00ed (em 1867), a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (em 1872), da Cia. Ituana (em 1873), da Cia. Itatibense (em 1890) e a Cia. Bragantina (em 1891).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e9culo 20<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo20.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"137\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Seculo20.jpg\" alt=\"Seculo20\" class=\"wp-image-83\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com censo realizado pelo Governo Federal, em 1920 Jundia\u00ed possu\u00eda uma popula\u00e7\u00e3o de 44.437 habitantes. O abastecimento de \u00e1gua foi implantado em 1881. A energia el\u00e9trica chegou em 1905 e o telefone em 1916. Os imigrantes, de origem oriental, principalmente os japoneses, chegaram na cidade nas d\u00e9cadas de 20 e 30.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de industrializa\u00e7\u00e3o de Jundia\u00ed acompanhou as vias de circula\u00e7\u00e3o. Com isso, as ind\u00fastrias se concentravam nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 ferrovia e \u00e0s margens do Rio Guapeva, atendendo principalmente os segmentos t\u00eaxtil e cer\u00e2mico. Nos anos 30 e 40, ocorreu novo impulso industrial e ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o da Rodovia Anhanguera, em 1948, mais empresas procuraram a cidade, aproveitando tamb\u00e9m a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nesta \u00e9poca que vieram para o munic\u00edpio as ind\u00fastrias metal\u00fargicas. Por tudo isso, pode-se dizer que Jundia\u00ed nasceu com uma forte aptid\u00e3o para o trabalho e o desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim do trabalho escravo no Pa\u00eds, os grandes senhores da terra de S\u00e3o Paulo passaram a investir na m\u00e3o de obra dos imigrantes europeus, que fugiam dos horrores da guerra. Jundia\u00ed recebeu grande n\u00fameros de italianos e, para abrigar as fam\u00edlias de imigrantes, foram criados na cidade, por iniciativa do presidente da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, Ant\u00f4nio de Queiroz Telles, o Conde do Parna\u00edba, quatro n\u00facleos coloniais, entre eles o &#8220;Bar\u00e3o de Jundia\u00ed&#8221;, que deu origem ao bairro da Col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1887, 22 colonos italianos chegaram ao n\u00facleo &#8220;Bar\u00e3o de Jundia\u00ed&#8221; e, em poucos meses, esse contingente chegava a quase 100 pessoas. O cotidiano n\u00e3o era nada f\u00e1cil: chegavam ao Brasil apenas com as roupas do corpo e poucos bens, sendo que as passagens foram subsidiadas pelo Governo brasileiro. Com trabalho, as fam\u00edlias italianas foram criando seus pr\u00f3prios meios de subsist\u00eancia, cultivando terras, criando seus filhos. Muitos grupos conseguiram comprar pequenos lotes, montaram armaz\u00e9ns, organizaram varias culturas, principalmente de milho, feij\u00e3o, arroz, batata, legumes, frutas, especialmente uva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Chegada dos Imigrantes Italianos no Bairro da Col\u00f4nia<\/h2>\n\n\n\n<p>Onde hoje \u00e9 o atual espa\u00e7o da Festa della Colonia Italiana, guarda-se a hist\u00f3ria de um dos per\u00edodos mais importantes da imigra\u00e7\u00e3o italiana em Jundia\u00ed, como parte da mem\u00f3ria ainda viva na lembran\u00e7as dos descendentes e registrada em livros e documentos de grande valor hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/N\u00facleo-Colonial-Bar\u00e3o-de-Jundia\u00ed.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"174\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/N\u00facleo-Colonial-Bar\u00e3o-de-Jundia\u00ed.jpg\" alt=\"N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed\" class=\"wp-image-84\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>magem N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed. Depois que o imperador D.Pedro II ordenou \u00e0s prov\u00edncias a cria\u00e7\u00e3o de n\u00facleos coloniais, o ent\u00e3o Presidente da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, Ant\u00f4nio de Queiroz Telles &#8211; o Conde do Parna\u00edba &#8211; criou quatro n\u00facleos, entre eles &#8220;N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed&#8221;, em 4 de outubro de 1886, atual regi\u00e3o do bairro da Col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00facleos deveriam estar situados em locais que permitissem facilidades de transporte dos produtos do mercado, possuir terra f\u00e9rtil para receber as culturas tradicionais das prov\u00edncias e boas para a pastagem, al\u00e9m de oferecer condi\u00e7\u00f5es naturais para serem trabalhadas por meios mec\u00e2nicos. O imigrante destinado ao N\u00facleo Colonial n\u00e3o passava pela Hospedagem do Imigrante na capital, e contava com passagem livre nas ferrovias e com abrigo no n\u00facleo escolhido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Companhia Paulista<\/h2>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da sua economia, o N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed relacionou-se intensamente com a cidade, ampliando seus contatos comerciais com a capital. Teve ainda disponibilidade de m\u00e3o-de-obra consider\u00e1vel que, constantemente, era absorvida pelas ferrovias e ind\u00fastrias de Jundia\u00ed, como por exemplo a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A \u00c1rvore Lend\u00e1ria<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/A-\u00c1rvore-Lend\u00e1ria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"140\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/A-\u00c1rvore-Lend\u00e1ria.jpg\" alt=\"A \u00c1rvore Lend\u00e1ria\" class=\"wp-image-86\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;A Figueira&#8221;, \u00e1rvore que existiu na regi\u00e3o central da Col\u00f4nia onde hoje se localizam as cantinas, foi considerada o maior s\u00edmbolo deste n\u00facleo colonial, e tornou-se lend\u00e1ria ao cumprir, nos primeiros tempos, a fun\u00e7\u00e3o de &#8220;alojamento&#8221; dos imigrantes. Segundo depoimentos, as fam\u00edlias permaneciam sob a figueira protegidas por panos, len\u00e7\u00f3is e barracas, enquanto esperavam a libera\u00e7\u00e3o de seus lotes. Citada em versos, livros, hist\u00f3ria e est\u00f3rias, &#8220;a Figueira&#8221; permanece na mem\u00f3ria da cidade, remetendo aos primeiros tempos dos imigrantes, ao seu contato com as terras novas, depois de uma viagem dura, carregada de emo\u00e7\u00f5es e de fatos dram\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8220;Fazendinha&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00facleo foi implantado numa \u00e1rea de 221 alqueires, denominada &#8220;Fazendinha&#8221;. As estradas foram executadas seguindo as curvas de n\u00edvel do terreno e na parte central urbana foram destinadas \u00e1reas para Pra\u00e7a, Igreja, Escola, al\u00e9m da \u00e1rea municipal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Ferrovia<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/A-Ferrovia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"73\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/A-Ferrovia.jpg\" alt=\"A Ferrovia\" class=\"wp-image-87\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Atreladas do ciclo do caf\u00e9, a chegada da ferrovia e a urbaniza\u00e7\u00e3o impulsionaram Jundia\u00ed ao desenvolvimento industrial. A Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Jundia\u00ed foi inaugurada ap\u00f3s sete anos de obra, em 1867. Denominada de S\u00e3o Paulo Railway, ela ligava a cidade portu\u00e1ria de Santos a S\u00e3o Paulo e Jundia\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi tamb\u00e9m nessa \u00e9poca que o imigrantes &#8211; a maioria de italianos &#8211; come\u00e7aram a chegar na cidade e fincar suas ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p>Jundia\u00ed era \u00faltima esta\u00e7\u00e3o da estrada de ferro de Santos. Em 1872, foi inaugurado o trecho da Companhia Paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2005, a administra\u00e7\u00e3o assinou uma carta de inten\u00e7\u00e3o para restauro e adequa\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o, que dever\u00e1 ocorrer numa parceria entre a Secretaria de Transportes Metropolitanos e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).<\/p>\n\n\n\n<p>Para preservar a mem\u00f3ria das estradas de ferro paulistas, foi criado, em 1979, o Museu Ferrovi\u00e1rio, localizado na Avenida Uni\u00e3o dos Ferrovi\u00e1rios, e que recebe o nome de &#8220;Bar\u00e3o de Mau\u00e1&#8221;, uma homenagem ao pioneiro do transporte ferrovi\u00e1rio nacional, Irineu Evangelista de Souza. O acervo re\u00fane livros, revistas, peri\u00f3dicos e muitas fotos hist\u00f3ricas, bem como documentos relevantes da ferrovia. A visita\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta ao p\u00fablico em geral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As Grandes Festas<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/As-Grandes-Festas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"135\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/As-Grandes-Festas.jpg\" alt=\"As Grandes Festas\" class=\"wp-image-88\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Com grande voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, Jundia\u00ed se despontou no cen\u00e1rio nacional com a produ\u00e7\u00e3o de uvas de mesa, especialmente a ni\u00e1gara rosada. E para estimular ainda mais os produtores, foi criada a Festa da Uva em 1934, idealizada por Antenor Soares Gandra, com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola de Jundia\u00ed e Prefeitura. O evento foi centralizado no j\u00e1 extinto Mercado Municipal e marcou o Munic\u00edpio. A festa continuou a ser realizada e com periodicidade de tr\u00eas anos, sendo que, em alguns per\u00edodos, o evento foi realizado de maneira mais espa\u00e7ada. A partir de 1964, o evento passou a ser realizado ano sim, ano n\u00e3o, sempre em anos pares, alternando com a Festa do Morango. O local \u00e9 o Parque Comendador Antonio Carbonari, mas conhecido como Parque da Uva.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira Festa do Morango foi realizada em 1965, no bairro do Poste. Depois com o crescimento da participa\u00e7\u00e3o dos agricultores e do publico, o evento foi transferido para o Parque Comendador Antonio Carbonari.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jundia\u00ed Hoje<\/h2>\n\n\n\n<p>Aos poucos, tanto os imigrantes como seus descendentes foram se integrando \u00e0 comunidade jundiaiense. <\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira metade do s\u00e9culo 20, Jundia\u00ed descobriu a sua voca\u00e7\u00e3o industrial, que perdura at\u00e9 hoje, pois a cidade possui um dos maiores parques industriais da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Jundia\u00ed destaca-se, atualmente, no desenvolvimento das \u00e1reas cultural, educacional, tecnol\u00f3gica e ambiental. A ind\u00fastria do lazer tamb\u00e9m aquece a economia da cidade, com a instala\u00e7\u00e3o de parques tem\u00e1ticos que atraem turistas e geram empregos.<\/p>\n\n\n\n<p>O anivers\u00e1rio da cidade \u00e9 comemorado em 14 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-4 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Antenor-Soares-Gandra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"277\" height=\"400\" data-id=\"106\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Antenor-Soares-Gandra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-106\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Pra\u00e7a-Floriano-Peixoto.jpg\"><img 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500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Museu-Hist\u00f3rico.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"249\" height=\"400\" data-id=\"110\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Museu-Hist\u00f3rico.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-110\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/D.-Pedro-II-visita-Jundia\u00ed.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"273\" data-id=\"108\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/D.-Pedro-II-visita-Jundia\u00ed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-108\" 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class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Presidente-M\u00e9dici-diplomando-alunos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"271\" data-id=\"104\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Presidente-M\u00e9dici-diplomando-alunos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-104\" srcset=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Presidente-M\u00e9dici-diplomando-alunos.jpg 500w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Presidente-M\u00e9dici-diplomando-alunos-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/a-cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2014\/09\/Pra\u00e7a-da-Independ\u00eancia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" 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