{"id":122169,"date":"2015-03-06T17:05:27","date_gmt":"2015-03-06T20:05:27","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/?p=122169"},"modified":"2016-11-04T11:21:10","modified_gmt":"2016-11-04T13:21:10","slug":"estudo-mostra-que-serra-do-japi-abrigaria-ate-2-mil-macacos-saua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/03\/06\/estudo-mostra-que-serra-do-japi-abrigaria-ate-2-mil-macacos-saua\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que Serra abrigaria at\u00e9 2 mil macacos Sau\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Duas pesquisadoras de biologia dedicadas ao estudo do macaco Sau\u00e1 (Callicebus nigrifons) estimam que apenas em Jundia\u00ed possam existir at\u00e9 2 mil exemplares dessa esp\u00e9cie de primatas conhecidos pela comunica\u00e7\u00e3o num formato parecido com o assobio.<\/strong> <\/p>\n<p>A estimativa foi feita a pedido da Prefeitura de Jundia\u00ed pelas pesquisadoras Carla Gestich e Christini Caselli, que j\u00e1 publicaram diversos artigos internacionais sobre as an\u00e1lises, feitas principalmente na Reserva Biol\u00f3gica Municipal (Rebio). Ambas trabalharam entre 2006 e 2009 com um casal da esp\u00e9cie e, depois, entre 2008 e 2011 com um grupo com at\u00e9 seis indiv\u00edduos. Nos dois casos foi necess\u00e1rio habitu\u00e1-los com essa presen\u00e7a. \u201cO processo foi necess\u00e1rio para que eles aceitassem que n\u00f3s os acompanh\u00e1ssemos sem que o comportamento fosse alterado\u201d, lembrou Carla.<\/p>\n<p><strong>MAIS<br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/03\/04\/guarda-municipal-realiza-curso-de-fiscalizacao-ambiental-para-a-regiao\/\" target=\"_blank\"><strong>GM realiza curso de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental para a regi\u00e3o<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/03\/06\/serra-do-japi-ganha-fundacao-nos-32-anos-de-tombamento\/\" target=\"_blank\">Serra do Japi ganha funda\u00e7\u00e3o nos 32 anos de tombamento<\/strong><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_122170\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/Saua_G.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-122170\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/Saua_G-720x540.jpg\" alt=\"Um macaco da esp\u00e9cie registrado pelo monitor Osmar Francisco \" width=\"720\" height=\"540\" class=\"size-large wp-image-122170\" srcset=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/Saua_G-720x540.jpg 720w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/Saua_G-300x225.jpg 300w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/Saua_G.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-122170\" class=\"wp-caption-text\">Um macaco da esp\u00e9cie registrado pelo monitor Osmar Francisco<br \/><\/p><\/div>\n<p>Em outras palavras, as pesquisadoras acompanhavam os animais desde o momento em que deixavam a \u00e1rvore-de-dormir (ao amanhecer), ou eram encontrados, at\u00e9 retornarem \u00e0 mesma \u00e1rvore, ou serem perdidos. Geralmente era preciso entrar na mata antes do sol nascer para aguardar o hor\u00e1rio de sa\u00edda das \u00e1rvores-de-dormir e garantir mais um dia de trabalho.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo leva em conta a presen\u00e7a em toda a extens\u00e3o da serra e a constata\u00e7\u00e3o de que um grupo de seis indiv\u00edduos pode usar uma \u00e1rea equivalente a 280 mil m\u00b2 &#8211; resultando em uma densidade de 21 indiv\u00edduos por quil\u00f4metro quadrado.<\/p>\n<p><strong>Quintal invis\u00edvel<\/strong><br \/>\nUm dos motivos da estimativa populacional \u00e9 de que os Sau\u00e1s s\u00e3o seres bastante territoriais, buscando o que pode ser chamado de \u00e1rea de vida. Eles se organizam socialmente em grupos familiares, formados por um casal e at\u00e9 quatro filhotes. Possuem \u00e1reas de vida bem definida, que s\u00e3o defendidas de forma muita ativa quando contam com recursos valiosos como \u00e1rvores frut\u00edferas.<\/p>\n<p>A vocaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal meio de anunciar a presen\u00e7a e posse das \u00e1reas, mas em encontros com grupos vizinhos pode haver amea\u00e7as de corpo arqueado e pelos eri\u00e7ados, al\u00e9m de persegui\u00e7\u00f5es e brigas (estas, como \u00faltimo recurso). <\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m possuem at\u00e9 cenas de brincadeira com outros primatas da serra como o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), mas tamb\u00e9m h\u00e1 casos de expuls\u00e3o de saguis e at\u00e9 de aves como os jacus das \u00e1rvores em que se alimentam. N\u00e3o houve registro de conflitos com bugios, mesmo porque essa esp\u00e9cie \u00e9 mais rara na Serra do Japi e mais comum nas \u00e1reas rurais do outro lado da mancha urbana de Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>Os Sau\u00e1s s\u00e3o bastante comunicativos, utilizando vocaliza\u00e7\u00f5es mais discretas e baixas (dentre elas os assobios). A observa\u00e7\u00e3o do uso no comportamento, aspecto chamado de etologia, pode ser comparada com o aprendizado de um idioma desconhecido.<\/p>\n<p><strong>Destrui\u00e7\u00e3o limitada<\/strong><br \/>\nO motivo dos Sau\u00e1s viverem na \u00e1rea da Serra do Japi e estarem menos presentes em outras regi\u00f5es \u00e9 a necessidade dos ambientes florestais. \u201cMas tamb\u00e9m s\u00e3o vistos em fragmentos florestais bastante alterados, embora n\u00e3o saibamos o grau de antropiza\u00e7\u00e3o que limitaria a ocorr\u00eancia\u201d, observam Carla e Christini.<\/p>\n<p>Um dos motivos \u00e9 que s\u00e3o realmente t\u00edmidos e ariscos, evitando sempre que poss\u00edvel o encontro com seres humanos. Outro \u00e9 que ambientes alterados podem expor condi\u00e7\u00f5es como temperaturas mais altas ou ventos mais fortes, al\u00e9m da vulnerabilidade a predadores e ca\u00e7adores.<\/p>\n<p>Mas o maior motivo da inexist\u00eancia de sau\u00e1s em ambientes muito alterados \u00e9 a falta de recursos para sobreviv\u00eancia, como alimentos e \u00e1rvores adequadas para uso como dormit\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Os macacos Sau\u00e1s formam apenas uma das centenas de esp\u00e9cies de animais e vegetais existentes na Serra do Japi, como um ref\u00fagio de mata atl\u00e2ntica no Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; considerado de alta prioridade nos levantamentos estaduais e federais de meio ambiente.<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Jos\u00e9 Arnaldo de Oliveira<br \/>\nFoto: Divulga\u00e7\u00e3o  <\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas pesquisadoras de biologia dedicadas ao estudo do macaco Sau\u00e1 (Callicebus nigrifons) estimam que apenas em Jundia\u00ed possam existir at\u00e9 2 mil exemplares dessa esp\u00e9cie de primatas conhecidos pela comunica\u00e7\u00e3o num formato parecido com o assobio. 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