{"id":123024,"date":"2015-03-10T15:28:43","date_gmt":"2015-03-10T18:28:43","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/?p=123024"},"modified":"2016-11-04T11:21:14","modified_gmt":"2016-11-04T13:21:14","slug":"paisagem-de-jundiai-marca-revolucao-industrial-paulista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/03\/10\/paisagem-de-jundiai-marca-revolucao-industrial-paulista\/","title":{"rendered":"Paisagem de Jundia\u00ed marca &#8216;revolu\u00e7\u00e3o industrial paulista&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><div id=\"attachment_123027\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/ponte-torta-palestra-4_G.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-123027\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/ponte-torta-palestra-4_G-720x704.jpg\" alt=\"Mirza mostrou a ponte como parte da &quot;revolu\u00e7\u00e3o&quot; industrial\" width=\"400\" height=\"370\" class=\"size-large wp-image-123027\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-123027\" class=\"wp-caption-text\">Mirza mostrou a ponte como parte da &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; industrial<\/p><\/div><strong>Entre 1810 e 1830, viajantes famosos que passaram por Jundia\u00ed descreveram a cidade como um n\u00facleo urbano pequeno e com moradores envolvidos com as grandes tropas de mulas que faziam o transporte de cargas entre Minas ou Goi\u00e1s at\u00e9 S\u00e3o Paulo e Santos. Um pouco mais tarde, entre 1870 e 1890, a cidade entra em uma fase de crescimento de tamanho e popula\u00e7\u00e3o com a transforma\u00e7\u00e3o no maior entroncamento ferrovi\u00e1rio do Estado, que a projetaria no s\u00e9culo 20 como centro de uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o industrial paulista\u201d &#8211; cuja primeira fase foi at\u00e9 1930 e ainda marca a paisagem.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 algo fabuloso. Temos pesquisado documentos que mostram como <strong>pelo menos 30% do custo de exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 era ocupado pelo transporte em tropas de mulas e como a chegada da ferrovia, n\u00e3o por acaso ligando Santos inicialmente a Jundia\u00ed, processo esse que liberou capital para investimentos em ind\u00fastria e urbanismo<\/strong>\u201d, afirma a historiadora Mirza Pellicciotta, em palestra na \u00faltima sexta-feira (6) como parte do <strong><a href=\"http:\/\/pontetorta.jundiai.sp.gov.br\/o-projeto\/\" target=\"_blank\">projeto de A\u00e7\u00f5es de Conserva\u00e7\u00e3o e Zeladoria da Ponte Torta<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M<br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/03\/10\/sinalizacao-historica-busca-devolver-cidade-a-seus-moradores\/\" target=\"_blank\">Sinaliza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica busca \u2018devolver\u2019 cidade a seus moradores<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A <strong>fam\u00edlia Queiroz Telles, ligada ao Bar\u00e3o de Jundia\u00ed, desempenhou um papel intenso na urbaniza\u00e7\u00e3o de Jundia\u00ed e tamb\u00e9m de S\u00e3o Paulo<\/strong> (amplas \u00e1reas da Vila Mariana, por exemplo, derivam desses investimentos), principalmente pela <strong>concentra\u00e7\u00e3o de poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico<\/strong> adquirida ainda no Segundo Imp\u00e9rio. Vale lembrar que nesse \u00e2mbito tamb\u00e9m esteve a <strong>imigra\u00e7\u00e3o italiana em 1888<\/strong>, organizada quando membros da fam\u00edlia governaram a Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>A Ponte Torta, vista nesse \u00e2ngulo, foi constru\u00edda entre 1886 e 1888 dentro de uma forte transforma\u00e7\u00e3o criada a partir de um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, que transformou a Vila Arens em um distrito industrial mec\u00e2nico e t\u00eaxtil e a Ponte S\u00e3o Jo\u00e3o num distrito principalmente cer\u00e2mico<\/strong>. Fen\u00f4meno este que estimulou o surgimento de pequenas f\u00e1bricas de vinhos, de m\u00f3veis e outras. Se a Rua Torta era um caminho adequado para as tropas de mulas, mais adiante a expans\u00e3o se daria no sistema de ruas quadriculares.<\/p>\n<p>\u201cEmbora <strong>Jundia\u00ed tenha um passado colonial vindo do s\u00e9culo 17<\/strong>, que outras cidades que surgiram dos bairros rurais como a pr\u00f3pria Campinas n\u00e3o possuem, <strong>a transforma\u00e7\u00e3o ocorrida entre 1870 e 1930 \u00e9 algo muito intenso e ainda tem muitas marcas incompar\u00e1veis na cidade<\/strong>. Infelizmente, no Brasil ainda estamos longe de deixarmos de destruir nossa mem\u00f3ria\u201d, afirmou Mirza, com liga\u00e7\u00f5es no <strong><a href=\"http:\/\/www.cmu.unicamp.br\/\" target=\"_blank\">Centro de Mem\u00f3ria da Unicamp<\/a><\/strong> e aos cursos de zeladoria do <strong><a href=\"http:\/\/www.museuartesacra.org.br\/pt\/\" target=\"_blank\">Museu de Arte Sacra de S\u00e3o Paul<\/a>o<\/strong>, em parceria com o <strong><a href=\"http:\/\/estudiosarasa.com.br\/\" target=\"_blank\">Est\u00fadio Saras\u00e1<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><div id=\"attachment_123029\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/ponte-torta-palestra-3_G.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-123029\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/03\/ponte-torta-palestra-3_G-720x609.jpg\" alt=\"Vista antiga da Argos: patrim\u00f4nio &quot;fabuloso&quot;\" width=\"400\" height=\"350\" class=\"size-large wp-image-123029\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-123029\" class=\"wp-caption-text\">Vista antiga da Argos: patrim\u00f4nio &#8220;fabuloso&#8221;<\/p><\/div><strong>Reflex\u00f5es<\/strong><br \/>\nA interven\u00e7\u00e3o provocou muitas reflex\u00f5es entre os participantes da palestra. <strong>O ano de conclus\u00e3o da Ponte Torta em 1888, por exemplo, \u00e9 o mesmo ano do surgimento do N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Jundia\u00ed para os imigrantes italianos e da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura<\/strong> (sem compensa\u00e7\u00f5es) para os imigrantes africanos. E tamb\u00e9m um momento de <strong>expans\u00e3o das ferrovias<\/strong> com a cidade sediando a Santos Jundia\u00ed desde 1867, a Companhia Paulista desde 1872 e tamb\u00e9m a Ituana e ramais como a Bragantina e a Louveira-Itatiba, adquiridas pela S\u00e3o Paulo Railway (Santos-Jundia\u00ed).<\/p>\n<p>Com a palestra realizada dentro da <strong>Biblioteca, sediada em parte da antiga Argos Industrial (que chegou ao posto de maior ind\u00fastria t\u00eaxtil da Am\u00e9rica Latina e funcionou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980)<\/strong>, era quase poss\u00edvel enxergar as m\u00faltiplas f\u00e1bricas na Vila Arens, no Centro ou na Ponte S\u00e3o Jo\u00e3o e as lutas hist\u00f3ricas da vida oper\u00e1ria, familiar a quem viveu em Jundia\u00ed no s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>&#8220;Achei muito interessante essa <strong>jun\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e atribui\u00e7\u00e3o social de valor usada nessa metodologia<\/strong>\u201d, comentou Juan Cano, pesquisador espanhol que desenvolve doutorado em parceria com a Unesp no campo da arqueologia industrial e mora na cidade para trabalhar com elementos da hist\u00f3ria da Companhia Paulista.<\/p>\n<p><strong>Para muitos que consideram que a Ponte Torta n\u00e3o tem mais utilidade cotidiana, a palestra mostrou que o valor agora \u00e9 outro, mais ligado ao papel de uma das testemunhas da \u00e9poca em que Jundia\u00ed, que j\u00e1 tinha exercido o pioneirismo entre as cidades paulistas do s\u00e9culo 17, ocupou novamente um protagonismo na hist\u00f3ria industrial do Estado nos s\u00e9culos 19 e 20.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Jos\u00e9 Arnaldo de Oliveira<br \/>\nFotos: Divulga\u00e7\u00e3o e Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1810 e 1830, viajantes famosos que passaram por Jundia\u00ed descreveram a cidade como um n\u00facleo urbano pequeno e com moradores envolvidos com as grandes tropas de mulas que faziam o transporte de cargas entre Minas ou Goi\u00e1s at\u00e9 S\u00e3o Paulo e Santos. 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