{"id":156423,"date":"2015-09-28T18:17:07","date_gmt":"2015-09-28T21:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/?p=156423"},"modified":"2016-11-04T11:47:24","modified_gmt":"2016-11-04T13:47:24","slug":"rio-jundiai-e-redescoberto-em-mapa-de-1628","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/09\/28\/rio-jundiai-e-redescoberto-em-mapa-de-1628\/","title":{"rendered":"Rio Jundia\u00ed \u00e9 redescoberto em mapa de 1628"},"content":{"rendered":"<p><strong>A descoberta de um mapa colonial registrando o rio Jundia\u00ed em 1628 \u00e9 uma novidade que coincide com os preparativos de um projeto de valoriza\u00e7\u00e3o desse rio como elemento ambiental e hist\u00f3rico de grande parte da regi\u00e3o. O tema tem sido alvo de encontros entre t\u00e9cnicos de Jundia\u00ed, Campo Limpo Paulista, Itupeva e V\u00e1rzea Paulista, e leva o nome provis\u00f3rio de \u201cRio Jundia\u00ed \u2013 Patrim\u00f4nio Natural e Cultural\u201d. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Apesar de ter um eixo principal com apenas 123 quil\u00f4metros de extens\u00e3o desde as nascentes at\u00e9 a foz no rio Tiet\u00ea, o rio Jundia\u00ed drena uma \u00e1rea (\u201cbacia\u201d) com 1.114 km\u00b2 (ou 1,114 bilh\u00e3o de metros quadrados). J\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o de seu registro hist\u00f3rico em 1628, mais de vinte anos antes de Jundia\u00ed ter sido reconhecida como uma das vilas coloniais, foi destacada pelo prefeito Pedro Bigardi ap\u00f3s leitura do livro \u201cRios de S\u00e3o Paulo \u2013 O Caminho das \u00c1guas\u201d (Vito D\u00b4Alessio, Dialeto, 2011) e chegou ao conhecimento do grupo.<\/strong><\/p>\n<p>O mapa citado no livro resultou de uma expedi\u00e7\u00e3o capitaneada por Dom Lu\u00eds de C\u00e9spedes Xeria para os cursos dos rios Tiet\u00ea e Paran\u00e1. E mostra tanto o rio Jundiahy como a pr\u00f3pria localidade de Jundiahy.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M<br \/>\n<a href=\"http:\/\/planodiretor.jundiai.sp.gov.br\/2015\/07\/futuro-da-agua-exige-tambem-apoio-a-propriedades-rurais\/\" target=\"_blank\"><strong>Futuro da \u00e1gua exige tamb\u00e9m apoio a propriedades rurais<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/09\/28\/bicicletas-ganham-paraciclos-no-centro-historico\/\" target=\"_blank\">Bicicletas ganham \u201cparaciclos\u201d no Centro Hist\u00f3rico de Jundia\u00ed<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/09\/25\/plano-diretor-mobiliza-regioes-da-cidade-e-segmentos-sociais\/\" target=\"_blank\"><strong>Plano Diretor mobiliza regi\u00f5es da cidade e segmentos sociais<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2015\/09\/23\/escola-do-bom-jardim-recebe-exposicao-que-resgata-producao-de-uva\/\" target=\"_blank\"><strong>Emeb do Bom Jardim recebe exposi\u00e7\u00e3o que resgata produ\u00e7\u00e3o de uva<\/strong><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_156428\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/rio_jundiai-15_G.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-156428\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/rio_jundiai-15_G-720x504.jpg\" alt=\"No final de setembro \u00e9 comemorada a semana do Rio Jundia\u00ed\" width=\"720\" height=\"504\" class=\"size-large wp-image-156428\" srcset=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/rio_jundiai-15_G-720x504.jpg 720w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/rio_jundiai-15_G-300x210.jpg 300w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/rio_jundiai-15_G.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-156428\" class=\"wp-caption-text\">No final de setembro \u00e9 comemorada a semana do Rio Jundia\u00ed<\/p><\/div>\n<p><strong>Um pouco de hist\u00f3ria<\/strong><br \/>\nRetornando no tempo com apoio de obras como essa, \u00e9 curto o per\u00edodo dos lend\u00e1rios bandeirantes paulistas dos anos 1500, formados por grupos mistos de brancos, \u00edndios e caboclos que usavam o discurso das grandes descobertas para, na maior parte das vezes, justificar ca\u00e7adas pouco escrupulosas a povos ind\u00edgenas pelos caminhos que j\u00e1 existiam antes da chegada dos portugueses.<\/p>\n<p>Logo come\u00e7aram a ser substitu\u00eddos por expedi\u00e7\u00f5es de cargas que passaram a usar a conex\u00e3o de rios, especialmente Tiet\u00ea e Paran\u00e1, com o nome de \u201cmon\u00e7\u00f5es\u201d. Aproveitando justamente o conhecimento nativo, surgiram os primeiros mapas cartogr\u00e1ficos para orienta\u00e7\u00e3o dos comboios de barcos que chegaram a transportar at\u00e9 seis toneladas de carga pelos canais.<\/p>\n<p>Mas tanto as bandeiras que entraram no territ\u00f3rio quanto as mon\u00e7\u00f5es que criaram uma rede hidrovi\u00e1ria nas bacias dos rios Tiet\u00ea e Paran\u00e1, apenas iniciaram a ocupa\u00e7\u00e3o. Por terra, os rios tamb\u00e9m orientaram as rotas dos tropeiros que geraram as povoa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas do Estado de S\u00e3o Paulo, como Jundia\u00ed, Itu, Porto Feliz, Sorocaba e, em seguida, Campinas.<\/p>\n<p>Foram mais de 200 anos na integra\u00e7\u00e3o entre tropas de animais e rios, at\u00e9 que o volume de carga gerado pelo caf\u00e9, um gr\u00e3o de origem africana que substituiu a minera\u00e7\u00e3o como base econ\u00f4mica de exporta\u00e7\u00e3o, exigiu o surgimento da alternativa ferrovi\u00e1ria iniciada exatamente entre Santos e Jundia\u00ed na d\u00e9cada de 1860.<\/p>\n<p>Esse mesmo s\u00e9culo 19 levou aos rios o olhar de visitantes e cientistas de diversas partes do mundo, especialmente da Europa.<\/p>\n<div id=\"attachment_156427\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/DSC82312_G.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-156427\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/DSC82312_G-720x503.jpg\" alt=\"Detalhe com o rio Jundiahy e a localidade de mesmo nome\" width=\"720\" height=\"503\" class=\"size-large wp-image-156427\" srcset=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/DSC82312_G-720x503.jpg 720w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/DSC82312_G-300x210.jpg 300w, https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2015\/09\/DSC82312_G.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-156427\" class=\"wp-caption-text\">Detalhe com o rio Jundiahy e a localidade de mesmo nome<\/p><\/div>\n<p><strong>A fase mais dif\u00edcil<\/strong><br \/>\n<strong>Se durante s\u00e9culos o rio Jundia\u00ed funcionou como apoio natural estrat\u00e9gico para tropeiros e moradores, a partir da segunda metade do s\u00e9culo 20 teve seu eixo principal atingido por uma carga de res\u00edduos da industrializa\u00e7\u00e3o e desmatamento das margens que o tornou um dos mais polu\u00eddos do Estado, classificado como classe 4. No entanto, afluentes da margem direita (especialmente na \u00e1rea do rio Jundia\u00ed-Mirim) e da margem esquerda (especialmente vindos da Serra do Japi) ainda mantiveram a vida na bacia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2014, mais de trinta anos depois das articula\u00e7\u00f5es para o projeto de despolui\u00e7\u00e3o iniciadas no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, um trecho de 25 quil\u00f4metros do eixo central do rio Jundia\u00ed entre as cidades de Itupeva e Indaiatuba foi reconhecido como classe 3 pelo Conselho Estadual de Recursos H\u00eddricos, permitindo seu uso ap\u00f3s tratamento. Antes, ele somente deixava a classe 4 entre as nascentes e a cidade de V\u00e1rzea Paulista, trecho classificado como classe 2 nos mesmos crit\u00e9rios.<\/strong><\/p>\n<p>Embora ainda faltem passos importantes para sua revitaliza\u00e7\u00e3o nesse projeto de longo prazo, o caso do rio Jundia\u00ed atualmente inspira outras cidades e metr\u00f3poles brasileiras com problemas semelhantes.<\/p>\n<p>O alerta pelo rio tamb\u00e9m est\u00e1 em texto do acervo do Museu Hist\u00f3rico e Cultural de Jundia\u00ed, vinculado \u00e0 Secretaria da Cultura, em que uma narrativa on\u00edrica come\u00e7a com \u201caqui a trezentos metros das margens do Rio Jundia\u00ed (isso porque os \u00edndios, precavendo-se contra as enchentes constru\u00edram suas malocas distantes do leito principal) que al\u00e9m de l\u00edmpido, possu\u00eda cardumes de Jundi\u00e1s inesgot\u00e1veis. Nas noites calmas e enluaradas, os Jundi\u00e1s emitem um chiado que os \u00edndios atribu\u00edam como choro ou lamento\u201d, frase de Jo\u00e3o Leite do Amaral (Caboclo Jaru\u00e7u) e intitulado Por Que os Jundi\u00e1s Choram, no fim da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p><strong>Planos em aberto<\/strong><br \/>\nEm fase inicial e aberto a novas parcerias, o grupo analisa o uso de redes sociais, imagens e textos antigos, a\u00e7\u00f5es colaborativas ou eventos comunit\u00e1rios como alguns dos meios poss\u00edveis para a busca da valoriza\u00e7\u00e3o do rio tanto em Jundia\u00ed como em Campo Limpo Paulista, V\u00e1rzea Paulista e Itupeva.<\/p>\n<p>No final do m\u00eas de setembro, \u00e9 comemorada a semana do Rio Jundia\u00ed.<\/p>\n<p><em><strong>Jos\u00e9 Arnaldo de Oliveira<br \/>\nFotos: Reprodu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A descoberta de um mapa colonial registrando o rio Jundia\u00ed em 1628 \u00e9 uma novidade que coincide com os preparativos de um projeto de valoriza\u00e7\u00e3o desse rio como elemento ambiental e hist\u00f3rico de grande parte da regi\u00e3o. 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