{"id":180259,"date":"2016-06-17T15:31:30","date_gmt":"2016-06-17T18:31:30","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/?p=180259"},"modified":"2016-07-18T16:18:43","modified_gmt":"2016-07-18T19:18:43","slug":"4o-simposio-sobre-patrimonio-material-e-imaterial-eixos-tematicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2016\/06\/17\/4o-simposio-sobre-patrimonio-material-e-imaterial-eixos-tematicos\/","title":{"rendered":"4\u00ba Simp\u00f3sio sobre Patrim\u00f4nio Material e Imaterial &#8211; eixos tem\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<p><b>1.\u00a0<\/b><b>As v\u00e1rias facetas da identidade cultural do povo jundiaiense ou a pergunta: quem \u00e9 o jundiaiense?<\/b><\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es culturais de um povo marcam suas origens e viv\u00eancias e as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas fazem com que uma identidade seja criada de car\u00e1ter m\u00faltiplo quando se identifica determinada comunidade. Normalmente, existe um perfil \u00e9tnico que acaba sendo privilegiado pela historiografia em detrimento de outros que tamb\u00e9m contribu\u00edram muito com a forma\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n<p>Neste bojo, nas v\u00e1rias formas de an\u00e1lise de descri\u00e7\u00e3o do perfil cultural do povo jundiaiense, sobra a pergunta: quem de fato \u00e9 o jundieiense?<\/p>\n<p><strong>2. Movimentos Sociais \u2013 as consequ\u00eancias das lutas sociais em Jundia\u00ed;<\/strong><br \/>\nA quest\u00e3o dos movimentos sociais sempre remete aos antagonismos da sociedade capitalista, aos enfrentamentos das desigualdades e a luta por direitos. Na hist\u00f3ria das cidades existem classes dominantes e as classes mais populares sempre se organizaram para garantir seus direitos. Com isto, qual \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o desses movimentos na constru\u00e7\u00e3o de Jundia\u00ed, quais s\u00e3os os tra\u00e7os que deixaram na hist\u00f3ria e as perspectivas que colocaram para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p><strong>3. Os mananciais e a hist\u00f3ria ambiental de Jundia\u00ed;<\/strong><br \/>\nDesde a antiguidade, a rela\u00e7\u00e3o do homem com a natureza \u00e9 tratada, pois \u00e9 por ela que se tentou entender a linguagem do universo. Na modernidade, com o advento do capital, o homem passa de contemplador para desbravador, movimento este que trouxe grandes desenvolvimentos para a vida moderna, mas tamb\u00e9m distanciou o homem do pensamento hol\u00edstico.<\/p>\n<p>Fazendo um recorte para Jundia\u00ed, temos nos mananciais o marco do paradoxo, pois como n\u00e3o preservar aquilo que gera vida para a cidade, mas tamb\u00e9m como conter o desenvolvimentismo urbano. Abordar o Patrim\u00f4nio Ambiental \u00e9 destacar desta forma as rela\u00e7\u00f5es com o meio ambiente ao longo da hist\u00f3ria humana e como que Jundia\u00ed atuou ao longo de sua hist\u00f3ria nesse \u00e2mbito.<\/p>\n<p><strong>4. A identidade arquitet\u00f4nica dos n\u00facleos hist\u00f3ricos;<\/strong><br \/>\nJundia\u00ed conta com v\u00e1rios n\u00facleos que atuaram, em diferentes \u00e9pocas, como centros importantes para a regi\u00e3o em que se inserem. Cada um deles possui uma arquitetura caracter\u00edstica que ali se desenvolveu atrav\u00e9s do investimento de grandes propriet\u00e1rios, como no caso das vilas oper\u00e1rias, ou atrav\u00e9s da iniciativa popular, que tendia a reproduzir um mesmo estilo arquitet\u00f4nico de maneiras diferentes. A arquitetura de cada um destes n\u00facleos se insere dentro de um contexto hist\u00f3rico e social e cria uma unidade de paisagem com potencial c\u00eanico que auxilia a contar a hist\u00f3ria da cidade e, principalmente, dos seus habitantes<\/p>\n<p><strong>5. A interdisciplinalidade no tema Patrim\u00f4nio Cultural e Ambiental;<\/strong><br \/>\nDiante da necessidade de se rever os modelos tradicionais de ensino, novos par\u00e2metros educacionais tornam-se necess\u00e1rios no Brasil. Nesse sentido a interdisciplinaridade surge como op\u00e7\u00e3o, e \u00e9 justamente esta necessidade de encontrar novos caminhos para o ensino sobre patrim\u00f4nio e tamb\u00e9m sobre outras formas de conhecimento, que surge a ideia de um eixo interdisciplinar que envolva v\u00e1rias disciplinas, tais como hist\u00f3ria, geografia, sociologia, filosofia, artes, portugu\u00eas, matem\u00e1tica e outras.<\/p>\n<p><strong>6. Educa\u00e7\u00e3o patrimonial\/ambiental, um projeto \u00e0 parceria: poder p\u00fablico, escola e comunidade;<\/strong><br \/>\nAs quest\u00f5es relativas ao Patrim\u00f4nio cultural e ambiental que despontam na sociedade, n\u00e3o permitem mais atitudes isoladas de nenhum setor social no sentido de intervir sobre maneiras de proteger nossos bens culturais e ambientais. A participa\u00e7\u00e3o integrada do poder p\u00fablico, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada em a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio torna-se cada vez mais uma tend\u00eancia da atualidade, movida pela necessidade de se evitar a destrui\u00e7\u00e3o e o esquecimento dos nossos bens materiais e imateriais, bem como o esgotamento dos nossos recursos naturais.<\/p>\n<p><strong>7. O valor das vilas oper\u00e1rias na constru\u00e7\u00e3o das cidades;<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s um grande per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o, o advento da ferrovia n\u00e3o apenas reaviva a economia de Jundia\u00ed como tamb\u00e9m atrai investimentos, trabalhadores e uma intensa atividade oper\u00e1ria. Este per\u00edodo afeta a cidade em todos os aspectos, e a mesma deve buscar se modernizar em face \u00e0s novas mudan\u00e7as. Surgem novas ind\u00fastrias &#8211; que trazem consigo a infraestrutura vi\u00e1ria e a promessa de gera\u00e7\u00e3o de empregos &#8211; e, com elas, vilas oper\u00e1rias com identidades pr\u00f3prias que contribuem para a ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas at\u00e9 ent\u00e3o vazias ou indesejadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.\u00a0As v\u00e1rias facetas da identidade cultural do povo jundiaiense ou a pergunta: quem \u00e9 o jundiaiense? 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