{"id":188814,"date":"2016-10-17T17:27:20","date_gmt":"2016-10-17T19:27:20","guid":{"rendered":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/?p=188814"},"modified":"2016-11-04T11:23:54","modified_gmt":"2016-11-04T13:23:54","slug":"jardim-botanico-testa-cultivo-inedito-da-arvore-qualea-jundiahy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2016\/10\/17\/jardim-botanico-testa-cultivo-inedito-da-arvore-qualea-jundiahy\/","title":{"rendered":"Jardim Bot\u00e2nico testa cultivo in\u00e9dito da \u00e1rvore Qualea jundiahy"},"content":{"rendered":"<p><strong>Depois de muitos anos de pesquisas, o <a href=\"http:\/\/jardimbotanico.jundiai.sp.gov.br\/\" target=\"_blank\">Jardim Bot\u00e2nico de Jundia\u00ed<\/a> est\u00e1 realizando o cultivo da \u00e1rvore que lembra a cidade em seu nome cient\u00edfico (Qualea jundiahy). Al\u00e9m de muito rara, essa esp\u00e9cie de pau-terra-da-mata tem crescimento muito lento e exige coleta de sementes com t\u00e9cnicas como rapel a 10 ou 20 metros de altura \u2013 e parte deles j\u00e1 pode ter sido dispersada com o vento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2016\/10\/17\/servico-de-analise-do-solo-segue-com-atendimento-a-agricultores\/\">Servi\u00e7o de an\u00e1lise do solo segue com atendimento a agricultores<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2016\/10\/18\/monitoramento-de-fauna-registra-onca-ao-vivo-na-serra-do-japi\/\">Monitoramento de fauna registra on\u00e7a-parda \u2018ao vivo\u2019 na Serra do Japi<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_188815\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2016\/10\/Pau_Terra_A_24.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188815\" class=\"size-full wp-image-188815\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2016\/10\/Pau_Terra_A_24.jpg\" alt=\"Primeiras sementes germinaram no Bot\u00e2nico: teste in\u00e9dito de cultivo\" width=\"720\" height=\"513\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-188815\" class=\"wp-caption-text\">Primeiras sementes germinaram no Bot\u00e2nico: teste in\u00e9dito de cultivo<\/p><\/div>\n<p>Al\u00e9m de ocorr\u00eancias anteriores na regi\u00e3o do Corrupira, essa esp\u00e9cie de \u00e1rvore foi identificada em manchas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa na regi\u00e3o do Tulipas com exemplares na borda de \u00e1rea verde restante de loteamento recente, durante levantamento de <a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/2016\/08\/17\/pesquisa-cientifica-reforca-ajuste-ambiental-do-plano-diretor\/\">928 fragmentos naturais<\/a> do munic\u00edpio para a lei 8.683 (Plano Diretor) em 2015. N\u00e3o h\u00e1 registros de sua presen\u00e7a na <a href=\"http:\/\/serradojapi.jundiai.sp.gov.br\/\" target=\"_blank\">Serra do Japi<\/a>, um dos motivos da import\u00e2ncia de sua identifica\u00e7\u00e3o no restante do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Uma das \u00e1rvores na qual foram coletadas sementes tem idade estimada em mais de 50 anos<\/strong>. A identifica\u00e7\u00e3o ocorre inicialmente de forma visual, com a \u201carquitetura\u201d da copa, e depois mais de perto para identificar a folha (chamada de filotaxia) em seu formato, distribui\u00e7\u00e3o no ramo (alternadas, u concentradas na extremidade ou opostas, como nesse caso) e caracter\u00edsticas dendrol\u00f3gicas (casca fina ou grossa e, nesse caso, lenticelado ou com min\u00fasculos orif\u00edcios respirat\u00f3rios). Por fim, as flores e frutos determinam a confirma\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Com tr\u00eas especialistas e 25 t\u00e9cnicos ou auxiliares operacionais, o Jardim Bot\u00e2nico de Jundia\u00ed \u00e9 reconhecido pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e busca formar um acervo vivo ou resgatar esp\u00e9cies raras<\/strong>. Mas esse trabalho n\u00e3o substitui a conserva\u00e7\u00e3o \u201cin situ\u201d (nos pr\u00f3prios lugares), porque uma \u00e1rvore ou planta depende muito da comunidade de esp\u00e9cies, muitas vezes desde o fungo do solo at\u00e9 outros vegetais e animais polinizadores ou dispersores.<\/p>\n<p>O cultivo tamb\u00e9m enfrenta desafios. De acordo com Harri Lorenzi, na obra \u201c\u00c1rvores do Brasil\u201d (que \u00e9 refer\u00eancia do setor, como tamb\u00e9m o portal online \u201c<a href=\"http:\/\/botanica.sp.gov.br\/ffesp_online\/\" target=\"_blank\">Flora do Estado de S\u00e3o Paulo<\/a>\u201d), o pau-terra-da-mata ou <em>Qualea jundiahy<\/em> ocorre em florestas semideciduais em altitudes acima de 400 metros (ou seja, n\u00e3o se adapta a \u00e1reas encharcadas) e, principalmente, em matas prim\u00e1rias, mais conservadas. E resiste a pouco tempo de armazenamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_188816\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2016\/10\/Pau_Terra_A_15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188816\" class=\"size-full wp-image-188816\" src=\"https:\/\/jundiai.sp.gov.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2016\/10\/Pau_Terra_A_15.jpg\" alt=\"Exemplar rar\u00edssimo de Qualea jundiahy (pau-terra-do-campo) no vetor oeste\" width=\"330\" height=\"360\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-188816\" class=\"wp-caption-text\">Exemplar rar\u00edssimo de Qualea jundiahy (pau-terra-do-campo) no vetor oeste<\/p><\/div>\n<p>A equipe do Jardim Bot\u00e2nico de Jundia\u00ed precisou usar essas indica\u00e7\u00f5es para buscar, no dia 18 de agosto, nas raras \u00e1rvores identificadas na regi\u00e3o do vetor oeste, as escaladas em altura para buscar frutos em in\u00edcio de abertura, mas que ainda estivessem com as sementes. \u201cFizemos um substrato org\u00e2nico para as sementes usando um pouco de areia, pois n\u00e3o gostam de solo muito \u00famido\u201d, explica o engenheiro florestal Thiago Pinto Pires.<\/p>\n<p>Os cuidados dos t\u00e9cnicos envolvidos no viveiro do Jardim Bot\u00e2nico, coordenados por Renato Steck, visam a <strong>expectativa de sucesso das sementes vindas h\u00e1 45 dias da regi\u00e3o do Tulipas e de uma velocidade de crescimento maior do que uma muda isolada coletada h\u00e1 tr\u00eas anos na regi\u00e3o do Corrupira, ainda com 80 cent\u00edmetros<\/strong>. O tamanho adequado para o plantio urbano, por exemplo, \u00e9 de 1,5 metro e, no caso dessa esp\u00e9cie, vai exigir no futuro um crit\u00e9rio adequado de escolha do local.<\/p>\n<p><strong>Pelo lado hist\u00f3rico, uma das teorias sobre a origem desse nome \u00e9 que Jundia\u00ed, por ser um dos mais antigos munic\u00edpios paulistas, foi passagem obrigat\u00f3ria para Goi\u00e1s, Minas Gerais e Mato Grosso e de grande parte dos naturalistas europeus nos s\u00e9culos XVIII e XIX como Spix &amp; Martius, Saint-Hillaire ou Langsdorff.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da confirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a dessa rara esp\u00e9cie de \u00e1rvore no munic\u00edpio (e a \u00fanica que leva seu nome na denomina\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Qualea jundiahy), o trabalho ao mesmo tempo alerta para a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o das matas e campos remanescentes.<\/p>\n<p><em><strong>Jos\u00e9 Arnaldo de Oliveira<br \/>\nFoto: Alessandro Rosman PMJ<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de muitos anos de pesquisas, o Jardim Bot\u00e2nico de Jundia\u00ed est\u00e1 realizando o cultivo da \u00e1rvore que lembra a cidade em seu nome cient\u00edfico (Qualea jundiahy). 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