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Mesa discute inclusão de deficientes e meio ambiente

Publicada em 06/06/2016 às 18:41

Como aumentar o acesso de pessoas com deficiências com reservas ambientais é um tema desafiador que foi tratado nesta segunda-feira (6) dentro da Semana do Meio Ambiente 2016, da Prefeitura de Jundiaí. O evento na Unidade de Desenvolvimento Ambiental (Unidam) reuniu setores variados, como a Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, a Fundação Serra do Japi, o Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptados (Peama), monitores das trilhas do Nossa Serra, Centro de Referência de Educação Ambiental (Cream), Companhia Ambiental Estadual (Cetesb) e outros.

“Foi um evento diferente e que trouxe muitos insights de cooperação entre segmentos variados”, afirmou o coordenador setorial Alcebíades Nascimento Silva Júnior.

Ele lembrou que o tema da acessibilidade e inclusão desse setor da comunidade tem sido marcado em diversas outras iniciativas de debate, como no Plano Diretor Participativo ou no projeto Urbanismo Caminhável, entre outros, e que o objetivo é ampliar sua presença nas políticas públicas.

Acessibilidade foi alvo do evento, que é parte da Semana do Meio Ambiente

Acessibilidade foi alvo do evento, que é parte da Semana do Meio Ambiente

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O apoio para a discussão foi prestado pelo grupo Umpratodos, que reúne profissionais das áreas de diversas áreas técnicas na capital paulista para a chamada comunicação inclusiva. Uma dessas novidades foi uma folha de resina transparente que abriga a leitura em braile, por exemplo, junto com a leitura comum.

“São diversos públicos que envolvem desde a deficiência visual ou auditiva até as deficiências físicas ou intelectuais. Mas o desenvolvimento desses materiais gera avanços também para o público geral, como no caso das visitas autoguiadas com descrições auditivas”, comenta a museóloga Amanda Trojal.

De acordo com Rosilene Araújo, da Umpratodos, esse tipo de preocupação atualmente cresce no setor privado com a presença de cardápios, livros, filmes ou esportes paraolímpicos com recursos de inclusão criados de forma muldisciplinar.

Coordenação buscou ampliar debate de inclusão no tema ambiental

Coordenação buscou ampliar debate de inclusão no tema ambiental

A gestora ambiental Patrícia Polli, que também trabalha com trilhas guiadas e publicações científicas, lembrou o caso de que pessoas com deficiência visual chamaram a atenção com o tato para a existência do “bicho-casca”, uma espécie da família dos percevejos que habita a Serra do Japi e era invisível aos olhos normais por causa do mimetismo.

O caso é sempre citado pelo biólogo João Vasconcellos-Neto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sobre as surpresas da biodiversidade e pode ser usado também para um caso de inclusão.

Para Flávio Gramolelli Júnior, da Fundação Serra do Japi, o assunto já vem sendo olhado na cidade há algum tempo, lembrando de iniciativas com grupos como do Peama e do Instituto Luiz Braille.

“Mas esse diálogo mais amplo é essencial para novos avanços futuros”, diz. O tema deve também aparecer com orientações na próxima revisão do plano de manejo da Reserva Biológica Municipal (Rebio Serra do Japi).

José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Dorival Pinheiro Filho


Link original: https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2016/06/06/mesa-discute-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-e-meio-ambiente/

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