Climatério e menopausa sem tabu: rede de saúde de Jundiaí fortalece cuidado integrado às mulheres
Publicada em 16/03/2026 às 09:15Aos 37 anos, Maria Eugênia Mostério começou a perceber mudanças no corpo: fluxo menstrual irregular e falhas de memória. Só mais tarde veio o nome que ajudou a explicar os sintomas: a perimenopausa. “Nem todo mundo sabe o que é isso. Tenho pesquisado muito para atravessar essa fase com mais qualidade de vida”, conta ela, hoje com 47 anos.
Mariza Avila Nonato Amaral, 60, também passou por um período desafiador. O início do climatério coincidiu com o diagnóstico de câncer de endométrio. Curada, ela agora enfrenta o desafio de deixar o sedentarismo para trás. “Fazer exercícios e buscar informação ajuda muito”, afirma.
As duas têm um compromisso em comum todas as terças-feiras à tarde: o grupo de saúde da mulher da Clínica da Família Ponte São João. Em encontros conduzidos por uma equipe multidisciplinar, as participantes trocam experiências e recebem orientações sobre diferentes temas relacionados à saúde feminina, entre eles o climatério e seus desafios.

A menopausa marca a última menstruação da mulher e encerra o climatério – fase que pode começar ainda por volta dos 35 anos e é caracterizada pela redução progressiva de hormônios como estrogênio e progesterona. Essa mudança pode provocar efeitos como alterações de humor e sono, cansaço, dores articulares, ganho de peso, diminuição da libido, dificuldades de memória e os conhecidos fogachos, as ondas repentinas de calor.
Segundo a ginecologista e obstetra Erika Pimenta Pádua, apoiadora técnica da saúde da mulher em Jundiaí, os sintomas nem sempre aparecem em exames de rotina e o cuidado vai além da reposição hormonal. “A avaliação precisa considerar a mulher como um todo, identificando outros fatores que podem influenciar nesses desconfortos e buscando estratégias para melhorar a qualidade de vida”, explica.


Em Jundiaí, a Secretaria de Promoção da Saúde oferece acompanhamento para mulheres em climatério e menopausa na rede municipal. O atendimento pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e, quando necessário, ser encaminhado ao Ambulatório de Saúde da Mulher.
Quando indicada, a terapia de reposição hormonal é realizada de forma individualizada e integrada a um cuidado mais amplo. As pacientes também podem contar com acompanhamento multiprofissional, com apoio psicológico, orientação nutricional, práticas integrativas e incentivo à atividade física.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
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