Jundiaí reforça estratégia integrada de combate às arboviroses com tecnologia e ações territorializadas
Publicada em 28/08/2026 às 08:42Prevenir e controlar as arboviroses exige atuação contínua e articulada, que vai além do combate aos criadouros. Em Jundiaí, a Prefeitura reúne ações de campo, monitoramento entomológico, fiscalização e tecnologias complementares para o controle do Aedes aegypti.
Entre as ferramentas estão as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia implantada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde. As estações funcionam como armadilhas estratégicas para atrair fêmeas do mosquito, transmissoras da dengue.

As EDLs estão em quatro bairros prioritários: Jardim Tamoio, Ivoturucaia, Novo Horizonte e Santa Gertrudes. Mensalmente, as equipes verificam as estações, repõem os insumos e coletam dados de cada território.
Na comparação entre os períodos anteriores e posteriores à implantação das EDLs, houve redução dos casos de dengue nas quatro regiões. No Jardim Tamoio, os registros passaram de 688 para 60 (-91,3%); em Ivoturucaia, de 349 para 23 (-93,4%); no Novo Horizonte, de 789 para 25 (-96,8%); e em Santa Gertrudes, de 839 para 32 (-96,2%).
A redução também aparece nos dados gerais do município. Em 2026, Jundiaí contabiliza, até o momento, 469 casos confirmados. No primeiro trimestre, foram 212, contra 3.278 no mesmo período de 2025, queda de 93,5%. Em 2025, foram 8.142 casos, enquanto 2024, marcado por alta transmissão em todo o país, terminou com 22.733 confirmações.
“Os dados mostram uma mudança importante no cenário epidemiológico. E esse trabalho da Vigilância é permanente, uma vez que os indicadores da dengue são dinâmicos, dependendo também de questões ambientais e climáticas e da participação da própria população, por isso o acompanhamento é contínuo para ajustar as estratégias sempre que necessário”, explica Vanessa Giovani, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS).
Outra frente essencial é o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que atuam diretamente nos territórios. Além de identificar e eliminar criadouros, os profissionais mapeiam áreas prioritárias, acompanham indicadores, realizam bloqueios e orientam a população.
“O trabalho do ACE é muito mais amplo do que a aplicação de larvicida. Ter uma equipe dimensionada de acordo com a realidade do município é fundamental para que todas essas atividades sejam realizadas com qualidade e continuidade”, afirma Luís Gustavo Grijota Nascimento, coordenador da VISAM.


Jundiaí possui 192.813 imóveis tributáveis. Considerando o parâmetro de um ACE para cada 800 a 1.000 imóveis, usado como referência no planejamento, a necessidade técnica estimada é de 193 a 241 agentes. “Por esse motivo, eventualmente, é necessária a adequação da capacidade operacional dentro do planejamento da gestão para garantir a continuidade das ações”, complementa Vanessa.
As estratégias consideram a ocorrência de casos, a presença do vetor, as condições ambientais e climáticas, os indicadores entomológicos e as características de cada território. Os dados são acompanhados continuamente para orientar as ações de controle, que também dependem da circulação viral, da densidade do mosquito e da participação da população.
Mais de 80% dos criadouros identificados estão dentro ou no entorno imediato dos imóveis, em locais que podem acumular água, como caixas-d’água, calhas, ralos e pratos de plantas. Por isso, além do trabalho das equipes municipais, os moradores devem manter os imóveis livres desses recipientes e permitir o acesso dos agentes durante as vistorias.
A eliminação de recipientes que acumulam água, a manutenção dos imóveis e o acesso das equipes de Vigilância são medidas simples, mas fundamentais para reduzir ambientes favoráveis à proliferação do mosquito.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Arquivo PMJ
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