Setembro Amarelo: Jundiaí promove debate sobre adolescência, saúde mental e redes de cuidado
Publicada em 18/09/2026 às 09:01A Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (SMPS), promoveu na manhã desta quarta-feira (16) o evento “De Setembro a Setembro: Adolescências, determinantes sociais e redes de cuidado na prevenção ao suicídio”, realizado no auditório da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). A iniciativa – incluída nas ações ligadas à campanha nacional “Setembro Amarelo” – reuniu servidores da Saúde, Educação e Assistência Social e debateu o trabalho intersetorial realizado no município para valorizar a saúde mental não só dos munícipes, mas dos profissionais da Rede Pública que os acolhem.
O evento foi aberto pelo secretário de Promoção da Saúde de Jundiaí, Flávio Amorim. Segundo ele, o tema é uma das prioridades da Pasta. “Estamos trabalhando para ampliar o acolhimento aos cidadãos com um olhar multiprofissional, preventivo e proativo. Temos que identificar o sofrimento das pessoas, sejam eles gerados por problemas de saúde, financeiros e familiares. A abordagem deve ser feita sempre com empatia, o que contribui para que nossa Rede Pública atue de forma mais potente na assistência aos cidadãos”, destacou Flavio.
Em 2026, o foco da iniciativa é a saúde mental na adolescência. “Todos nós temos um papel importante na prevenção ao suicídio. Para isso, a Secretaria vem desenvolvendo ações de fortalecimento da rede intersetorial, de monitoramento e qualificação do cuidado. No site da Prefeitura de Jundiaí, é possível acessar a cartilha voltada aos educadores. Valorizamos o acolhimento de quem sofre e a melhoria constante de nossa Rede de Atenção Psicossocial”, emendou o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da SMPS, Alexandre Sandri.


Para Flávia Rangel do Nascimento, psicóloga e gestora do CAPS AD III, de Jundiaí, uma das servidoras presentes ao evento na FMJ, é importante debater a prevenção ao suicídio com foco na identificação do sofrimento humano com servidores da Atenção Primária e da Assistência Social. “Temos que buscar políticas públicas de caráter preventivo voltadas às pessoas com histórico de depressão e ansiedade, em especial as mais vulneráveis, crianças e adolescentes. Devemos garantir seus direitos e as linhas de cuidados mais adequadas, sem deixar de discutir questões ligadas à sexualidade e a exploração sexual infantil”.
Palestras
O evento “De Setembro a Setembro: Adolescências, determinantes sociais e redes de cuidado na prevenção ao suicídio” teve três palestras. A primeira (on-line) foi da psicóloga, sanitarista, especialista e mestre em Saúde Pública Maria Cristina Hoffmann, da Organização Panamericana de Saúde, que abordou o tema “Viver a Vida: transformar evidências em ações para prevenir o suicídio”. Em seguida, a enfermeira e pesquisadora Aline Conceição Silva, da USP, tratou da prevenção do suicídio e atenção psicossocial na infância e adolescência.
“Da escuta à dor de existir: contribuições para a compreensão e o cuidado da autolesão não suicida numa perspectiva psicossocial” foi o tema da apresentação da psiquiatra do CAPS IJ, Virgínia Souza.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
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