Interessados em acolhimento voluntário de crianças e jovens podem procurar o “Família Acolhedora”
Publicada em 13/06/2021 às 10:00Há pouco mais de um ano, a casa da família Pegoretti, da vila Progresso, recebeu mais um integrante. Além do pai Celso, da mãe Andréia, dos filhos Felipe (22 anos), Isabeli (19), Larissa (13) e Marcelo (11), e do cãozinho Marley, a família deu as boas-vindas a um adolescente de 16 anos, encaminhado pelo serviço de Família Acolhedora.
Vinculado à Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social, o serviço é voltado para o acolhimento provisório com encaminhamento para a convivência familiar e comunitária de crianças recém-nascidas até adolescentes de até 17 anos, afastados da família de origem. Cumprindo determinação judicial, o afastamento pode ter diversas causas, como negligência, maus tratos, uso de substâncias psicoativas, violência e abandono.
“Somos casados há 23 anos e há 15 realizamos trabalho social na Casa de Nazaré. Lá ficamos sabendo do Família Acolhedora da Prefeitura e, em consenso de todos em casa, recebemos este jovem aqui em casa. Os abrigos são importantes para a proteção, mas uma família pode oferecer muito mais. E é uma troca: a gente dá e recebe amor, e nossos filhos também aprendem muito sobre a importância de ajudar o próximo”, explica o empresário Celso.
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Em Jundiaí, o serviço foi batizado em 2019 de “Travessia”, como explica a gestora da UGADS, Maria Brant. “No ano em que completou dez anos de sua implantação no Município, a rede carinhosamente decidiu chamar o serviço dessa forma, em referência ao fato de o acolhimento ser temporário, com duração de até dezoito meses, e só poderem se inscrever pessoas que não estiverem na fila da adoção”.
Sobre o desligamento, Andréia comenta. “Muitos criticam o fato de o acolhimento ser provisório, mas a criação dos filhos também é assim, pois eles são amados e criados para o mundo. Basta ter disposição, abertura e amor”. E Celso completa: “Fazer parte do serviço é estar aberto à chegada de novas pessoas e depois também à sua despedida. Existe a sensação de vazio quando ela parte, mas maior que ela é a sensação de dever cumprido e a de ter servido como um instrumento de amor”.
Os inscritos devem residir em Jundiaí, ter mais de 21 anos e não possuir pendências judiciais, problemas psiquiátricos e/ou dependência de substâncias psicoativas. Após a inscrição são realizadas reuniões de apresentação do serviço, entrevistas, visitas domiciliares e encontros de capacitação.
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Celso dá ainda um conselho aos interessados. “Esta é uma experiência única e gratificante. Ficamos assustados em receber alguém de fora, mas os filhos da gente também são uma surpresa. Garanto que tudo funciona de modo natural e que só são necessários amor e carinho”. As famílias contam ainda com o apoio da equipe técnica do serviço durante o acolhimento.
Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas pelo e-mail familiaacolhedora@jundiai.sp.gov.br.
Assessoria de Imprensa
Foto: Fotógrafos PMJ
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