Amamentação além de casa: espaços acolhem mães e bebês em espaços de Jundiaí

Publicada em 31/08/2026 às 15:36

Chegou a hora de ir para a escolinha, mas a criança ainda mama no peito. Como conciliar a mudança na rotina garantindo a permanência do bebê na creche e a continuidade da amamentação?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a continuidade da amamentação, junto à introdução de alimentos adequados, até os dois anos ou mais. Ou seja, justamente quando muitos bebês começam a frequentar a creche, a recomendação é que o leite materno continue fazendo parte da alimentação. Para que essa conta feche, informação, acolhimento e condições adequadas fazem diferença.

Neste Agosto Dourado, mês de incentivo e conscientização sobre a importância do aleitamento materno, a Prefeitura de Jundiaí reforça ações e políticas públicas que apoiam as famílias nesse processo, como a manutenção de espaços destinados à amamentação nas escolas municipais.

É o caso de Catarina, que chegou à creche aos seis meses ainda mamando no peito. Para manter a amamentação e o vínculo com a filha, hoje com 11 meses, Mariana Elizete Moron passou a ir diariamente à unidade para amamentá-la. “Desde quando ela foi chamada, aos seis meses, as equipes sempre me deixaram muito livre para vir. É muito importante este espaço, que me permitindo ajustar a rotina da melhor maneira possível”, conta.

Mariana Elizete Moron amamenta a filha, Catarina, uma vez por dia na creche

Além das escolas municipais, diversos outros espaços públicos contam com áreas específicas para amamentação para quem deseja mais privacidade, como a Fábrica das Infâncias Japy, o Mundo das Crianças e o Espaço Expressa, além do Paço Municipal, UBSs e Clínicas da Família.

Para a apoiadora municipal da Primeira Infância, Gerusa Moura, o objetivo das políticas públicas é criar condições que reduzam as barreiras à amamentação, especialmente no caso de bebês que vão para a creche enquanto ainda mamam.

“O apoio à amamentação não depende apenas da decisão individual da mãe, mas das condições oferecidas ao seu redor. Quando a mãe sabe que terá um lugar acolhedor, profissionais que respeitam sua escolha e a possibilidade de manter esse contato com o bebê, ela consegue viver esse processo com mais tranquilidade. A gente precisa olhar para a amamentação como uma responsabilidade de toda a sociedade, criando uma rede que apoie a mãe e não coloque sobre ela mais uma cobrança”, afirma.

Assessoria de Imprensa
Foto: Fotógrafos PMJ


Link original: https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2026/08/31/amamentacao-alem-de-casa-espacos-acolhem-maes-e-bebes-em-espacos-de-jundiai/

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