Serra do Japi é apoio para ‘biologia multinacional’

Publicada em 18/09/2015 às 18:02

Com estudantes de oito países da América Latina (Brasil, Uruguai, Argentina, Equador, Paraguai, Colômbia, Bolívia e Peru), uma expedição da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) mostrou, esta semana, que a base ecológica mantida pela Prefeitura de Jundiaí na Reserva Biológica Municipal (Rebio) da Serra do Japi segue sendo cada vez mais importante na pesquisa e formação científica dos estudos do ambiente natural.

“São alunos do penúltimo ano, porque é característica dessa universidade termos metade das vagas para os demais países sulamericanos”, explica o professor paulista Michel Garay, que passou por diversos lugares no mestrado e doutorado antes de fixar-se em Foz do Iguaçu.

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Estudantes de diversos países aprendem biologia na natureza do Japi

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Vinculada à Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, a base criada em 1991 numa parceria da Prefeitura com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) praticamente junto com a própria Reserva Biológica Municipal, oferece aspectos importantes como o trabalho de campo, a hospedagem e o laboratório, além de técnicos como o biólogo Ronaldo Pereira. Mas o grupo mostrou que oferece outros aspectos menos evidentes.

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 Observação e equipamentos formam parte do processo de futuros cientistas do continente

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Os estudantes
Fátima Benitez, originária do sul do Paraguai, Patrício Reyes, com origem no norte da Argentina, e Pilar Hautatoca, originária da floresta amazônica do Equador, apontaram a diferença de ambientes como algo estimulante. Os dois primeiros conviveram muito com Chaco, espécie de pantanal quente da região central do continente, enquanto a terceira viveu o contato com a floresta tropical.

Um dos aspectos usados nos exercícios em Jundiaí foi o chamado gradiente de altitude (que na Serra vai de 800 a quase 1.300 metros) aplicado a hipóteses que passam desde a distribuição de espécies de samambaias até variedades de animais. No aprendizado de uso do método científico, a observação leva a hipóteses que envolvem dados e pesquisas até as conclusões replicáveis por outras pessoas.

O grupo de professores também contava com Luís Roberto Ribeiro Faria Júnior, Alexandre Vogliotti, Cleto Kanoski Peres e Cristian Antonio Riojas. Eles apontaram a importância da reserva biológica e da Serra como um todo, lembrando que o Parque do Iguaçu, por exemplo, é uma floresta estacional semidecidual (que também perde parte das folhas no inverno) mas a Serra do Japi representa uma presença maior da floresta ombrófila, densa e mais úmida, que já serviu de apoio para muitos conhecimentos científicos da biologia e da ecologia.

José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Alessandro Rosman


Link original: https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2015/09/18/serra-do-japi-e-apoio-para-biologia-multinacional/