Agosto Dourado: o leite que sobra para uma mãe chega a quem mais precisa no HU de Jundiaí
Publicada em 20/08/2026 às 08:42Em 2025, quando voltou ao trabalho da licença-maternidade após o nascimento da primeira filha, Karina Maretti Strangueto, 39 anos, se deparou com um desafio comum para quem amamenta: a produção de leite continuava intensa e, longe da bebê, os seios ficavam cheios e doloridos ao longo do expediente. “Por conta do histórico de família, o peito enchia tanto que a nenê chegava a engasgar, e quando ela não mamava eu sentia dor”, conta.
Com ajuda de uma bomba, o que era um incômodo logo se transformou em solução, e Karina passou a doar o leite excedente para o Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (HU), hábito que mantém até hoje, agora com a segunda filha, uma recém-nascida. “É muito prático porque tiro leite uma vez por dia, congelo e, semanalmente, a equipe do HU vem buscar. Assim cuido de mim e ajudo outros bebês que precisam.”

A história de Karina é uma das muitas por trás dos potes de leite armazenados no Banco de Leite, serviço que há 28 anos atua de forma integrada à rede de saúde e ao HU para apoiar a amamentação e alimentar recém-nascidos prematuros ou de baixo peso.
Neste Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio à amamentação, o HU reforça a importância da doação de leite humano. O alerta ganha ainda mais relevância diante da redução no volume coletado nos últimos meses. Apesar da entrada de novas doadoras ter contribuído para aumentar a quantidade arrecadada, o estoque ainda está aproximadamente 90 litros, abaixo do necessário para atender todos os bebês que precisam do leite.
“A entrada contínua de novas mães é fundamental para manter o volume necessário e garantir que o leite chegue aos recém-nascidos que dependem dele”, salienta Marcela Biondi, responsável pelo Banco de Leite do hospital.

Quem pode doar?
Podem ser doadoras mulheres que estejam amamentando, saudáveis, que ofereçam ao bebê exclusivamente leite materno, não sejam fumantes e tenham leite excedente. O uso de medicamentos não impede necessariamente a doação: a equipe avalia cada caso e, quando necessário, consulta as orientações do Ministério da Saúde para verificar a compatibilidade.
A quantidade doada também não precisa ser grande para fazer diferença. Todo volume é aproveitado e pode contribuir para a alimentação de bebês internados. Um único frasco pode beneficiar até dez recém-nascidos, dependendo da quantidade coletada e da necessidade de cada bebê.
Para se tornar doadora, basta entrar em contato com o Banco de Leite Humano pelos telefones 0800-017-8155, 4521-7244 ou 4527-5700, ramal 745. Após o primeiro contato, a equipe coleta as informações necessárias, agenda uma visita à residência e entrega os materiais utilizados para a coleta e armazenamento do leite.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Arquivo pessoal
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