Serra do Japi revela novas espécies de libélulas e reforça vocação para pesquisa e conservação
Publicada em 26/04/2026 às 09:00A Serra do Japi volta a se destacar no cenário científico com a divulgação de um inventário preliminar de odonatos, grupo de insetos que inclui libélulas e donzelinhas. O estudo registrou 22 espécies na Reserva Biológica (ReBio), o equivalente a 7,5% de toda a fauna conhecida desse grupo no estado de São Paulo, incluindo três espécies inéditas para o território paulista.


O estudo foi realizado na Reserva Biológica da Serra do Japi (Rebio), uma das principais áreas de preservação da Mata Atlântica no interior paulista, e reforça seu papel como refúgio para espécies sensíveis. Entre os destaques estão Heteragrion tiradentense, Brechmorhoga goncalvensis e Rhionaeschna planaltica, registradas pela primeira vez no estado e dependentes de ambientes bem preservados, como riachos sombreados.
Segundo a pesquisadora Aline Gonçalves, autora do artigo “Lista preliminar de libélulas e donzelinhas (Insecta: Odonata) da Reserva Biológica da Serra do Japi, Jundiaí, São Paulo, Brasil, e novos registros para o estado”, com orientação de Jean Carlos Santos e Maria Virginia Urso-Guimarães, o estudo evidenciou a riqueza ainda pouco conhecida da região
“A Serra do Japi mostrou um potencial enorme para novas descobertas. Mesmo em um estado bastante estudado como São Paulo, ainda encontramos espécies que nunca haviam sido registradas aqui, o que reforça a importância de estudar e preservar essas áreas”, afirma.
O trabalho envolveu amostragem em 11 pontos da reserva, com coletas padronizadas e análise em laboratório, resultando na incorporação dos espécimes a uma coleção científica. “A Serra do Japi tem uma variedade de micro-habitats que permite a coexistência de espécies com diferentes exigências ecológicas. Isso mostra como o ambiente é complexo e equilibrado”, explica a pesquisadora.

Para o superintendente da Fundação Serra do Japi, Flávio Gramolelli Junior, os resultados reforçam a importância da região. “A Serra do Japi é essencial para a ciência. A Base Ecológica permite pesquisas em ambiente preservado, favorecendo descobertas e fortalecendo a proteção da biodiversidade”, afirma.
O levantamento é preliminar, e a expectativa é que novas pesquisas ampliem o número de espécies registradas. Os resultados mostram que ainda há muito a ser descoberto, especialmente em áreas protegidas como a Serra do Japi.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Divulgação
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